Observação: O texto é meio que uma continuação do conto "Uma quase história de amor".
Diário de Laura, dia um. 05 de março de 1938.
Chorei por dois dias seguidos. O som do rádio ligando me fazia chorar, a geladeira cheia de frutas me fazia chorar, o cachorro do vizinho também. Incrível como aquele cafajeste está em tudo que vejo, ouço e penso. É uma droga! Ele nem dorme mais comigo e o sinto todas as noites ao meu lado na cama. O perfume dele está presente em cada canto do apartamento no qual ele nunca pisou. INFERNO!
Faz um mês que o vi pela última vez. Juro que nem lembro o que fiz depois que ele me contou o que havia acontecido; quando vi estava abrindo a porta do nosso apartamento ouvindo os soluços do Eduardo. Eduardo...estranho chamá-lo pelo nome, parece um desconhecido, e é, de uma forma ou de outra. Aquela noite foi difícil, lembro de não ter comido nada durante o dia, senti uma dor de cabeça de outro mundo!
Já mencionei as dezenas de vezes que o telefone tocou nesse dia? Foi doloroso deixá-lo tocar, poder atender e não fazê-lo. Ele me ligou todos os dias que seguiram, perguntava por mim para todos nossos conhecidos, deixava recados. O Eduardo ainda faz isso e não consigo deixar pra lá. Minha cabeça dói toda vez que vejo o rosto dele nas minhas lembranças. Não paro de sonhar com nós dois. Está fora do controle.
Numa noite de março sonhei que estávamos no banheiro do nosso apertamento, estava a beijá-lo e ele fazia carinho nas minhas costas. Não foi nada erótico; só representou o quanto nosso amor era sólido e puro, entende? Como foi que eu perdi a direção de tudo?
O QUE É ISSO,LAURA? JÁ PASSOU UM MÊS. CHEGA! PARA DE CHORAR AGORA!
Boa noite, querido diário. Tenho pena sua por me deixar escrever esse fracasso de romance.
Valyne Oliveira
Diário de Laura, dia um. 05 de março de 1938.
Chorei por dois dias seguidos. O som do rádio ligando me fazia chorar, a geladeira cheia de frutas me fazia chorar, o cachorro do vizinho também. Incrível como aquele cafajeste está em tudo que vejo, ouço e penso. É uma droga! Ele nem dorme mais comigo e o sinto todas as noites ao meu lado na cama. O perfume dele está presente em cada canto do apartamento no qual ele nunca pisou. INFERNO!
Faz um mês que o vi pela última vez. Juro que nem lembro o que fiz depois que ele me contou o que havia acontecido; quando vi estava abrindo a porta do nosso apartamento ouvindo os soluços do Eduardo. Eduardo...estranho chamá-lo pelo nome, parece um desconhecido, e é, de uma forma ou de outra. Aquela noite foi difícil, lembro de não ter comido nada durante o dia, senti uma dor de cabeça de outro mundo!
Já mencionei as dezenas de vezes que o telefone tocou nesse dia? Foi doloroso deixá-lo tocar, poder atender e não fazê-lo. Ele me ligou todos os dias que seguiram, perguntava por mim para todos nossos conhecidos, deixava recados. O Eduardo ainda faz isso e não consigo deixar pra lá. Minha cabeça dói toda vez que vejo o rosto dele nas minhas lembranças. Não paro de sonhar com nós dois. Está fora do controle.
Numa noite de março sonhei que estávamos no banheiro do nosso apertamento, estava a beijá-lo e ele fazia carinho nas minhas costas. Não foi nada erótico; só representou o quanto nosso amor era sólido e puro, entende? Como foi que eu perdi a direção de tudo?
O QUE É ISSO,LAURA? JÁ PASSOU UM MÊS. CHEGA! PARA DE CHORAR AGORA!
Boa noite, querido diário. Tenho pena sua por me deixar escrever esse fracasso de romance.
Valyne Oliveira
Nenhum comentário:
Postar um comentário