sábado, 18 de maio de 2013

Parte 11. Diário de Laura. Vinte de junho de 1945.


Coloquei o vestido de algodão que mais gosto; fiz um coque bem estruturado no cabelo, combinei os brincos de pérola com gargantilha que ganhei da minha vovó Lênora, calcei a luva rendada que comprei numa lojinha charmosa no Centro. Jasmim observa-me com tamanha atenção; não parecia ter pouco mais de um ano de vida, tão sagaz. Sorri para ela e a vi piscar os olhos diminutos para mim. Estava nervosa e ela percebeu: desceu da cama com dificuldade e veio cambaleante até mim, abraçou minhas pernas e ficou quietinha.

__ Oi, princesa. A mamãe ficou bonita?

“A mamãe ficou bonita?” Laura, isso não é um encontro amoroso. Lembra minha querida voz interna; ela soa arrogante. Lá no fundo sei que ela tem razão, mas é algo mecânico. Ajo por impulso; sinto-me como se fosse me encontrar com o Edu de sete anos atrás. Mamãe tocou a campainha bem na hora marcada. Respirei fundo, peguei a pequena Jas no colo e fui abrir a porta.

__ Oi, minha querida! – Ela disse. E abraçou a nós duas.
__ Que bom que chegou mamãe! Estou tão aflita. Sinto-me pequenina, como se o mundo fosse me esmagar contra a lua.
__ Respira! Você parece uma pessoa descontrolada falando assim, Laurinha.
__ Tudo bem. Você está certa...
__ E como é que minha princesinha está? Tudo bem, Jasmim? – Dei Jas para que mamãe a carrega-se e comecei a andar em círculos na sala.
__ Minha filha, cuidado para não abrir um buraco no chão.
__ Mãe! Ou faço isso ou me jogo da janela.
__ Quanto drama... Eduardo é um simples homem, minha filha. Outros virão. Então mantenha a calma, permaneça de cabeça erguida e vá de salto.
__ Salto? Mãe, isso é um conselho?
__ Confie em mim. Sempre que estava com medo ou nervosa quando tinha um encontro, usava o meu melhor salto e fingia que estava muito segura de mim.

Não consegui dizer nada. Dona Lola é uma mulher incrível e deve saber o que diz. Quase cinco e meia da tarde. Precisava me apressar.

__ Volta daqui duas horas no máximo.
__ Espero que não.
__ Mãe!

Abri a porta e sai sorrindo. Assim que cheguei ao térreo, minha barriga entrou em desespero, minhas pernas fraquejaram, a luva começou a incomodar. Em vinte minutos cheguei à entrada do Café com Açúcar. Respirei fundo e espiei os clientes. Parei de respirar por dois segundos. Lá estava ele, numa mesa mais afastada, de costas para a rua. Ele tinha, e pelo visto ainda têm o costume de escolher sempre a mesa mais discreta. Jaqueta que herdou do avô, camisa de algodão, calças e sapatos confortáveis. Aproximei-me da mesa a passos curtos e ele virou-se para mim, abriu um sorriso e indicou a cadeira logo à frente dele.

__ Confesso que estou aliviado, muito aliviado...

Comentário estranho. Edu nunca perdeu esse costume. Suspiro.

__ Aliviado? Sou uma dama e isso quer dizer que não falto a um compromisso, Edu-eduardo.

Ele achou graça em alguma coisa. Estou indecisa entre minha gagueira nervosa ou minha arrogância de sempre.

__ Sei disso, Laura.


Ah! O jeito como ele fala meu nome, a forma que os lábios se movimentam, o tom da voz. Respirei fundo.


__ Vou pedir um café. Você quer? – Perguntei a primeira coisa que veio à mente.
__ Já pedi. Você ainda gosta com bastante leite e doce?

“Isso não vai dar certo, isso não vai dar certo, não vai dar!” Minha voz interior voltou.

__ Sim. E obrigada. – Não tinha estrutura para dizer mais nada.
__ Você deve estar se perguntando o motivo deste encontro... Certo?
__ Com certeza.

O vi mexer no bolso da jaqueta e retirar uma folha de papel bem dobrada de lá. Qual era a invenção de agora? Na dúvida, corro até chegar a minha casa.

__ Posso ler?
__ Como? Ler para mim? Não acho apropriado, Eduardo.
__ Para você. Pare com isso! Respeite o quê estou fazendo por ti, Laura.
__ Certo papai.
__ Amadurecer para quê, certo? – E sorriu, deliciando-se com minha infantilidade. O vi respirar profundamente, olhar para mim e depois para o pedaço de papel e então começou a ler.

__ Laura, as flores que você trouxe para meu apartamento secaram há muito tempo, os discos que ouvíamos estão cheios de poeira, guardei tua almofada no guarda-roupa junto com a toalha lilás que você deixou para trás. Os quadros que pintastes nas manhãs de domingo estão escondidos dos meus olhos, tua xícara escondi no fundo do armário, tua escova de cabelo também foi esquecida. Você não esqueceu nem uma foto nossa. Por quê? Não pense que isso foi o bastante para esquecer o jeitinho do teu sorriso, a cor dos teus cabelos, o tom da tua pele. Volta e meia sonho com nós dois. É engraçado porque me parece errado quando estou acordado, mas é tão bom quando estou dormindo. Penso em você com mais frequência do que deveria Laura. Fico imaginando nós três juntos. Sim. Você, eu e Jasmim. Aliás, que pequena linda. Muito parecida contigo; sempre soube que quando fosse mãe, teu filho seria digno de uma propaganda na loja de bebês. Estou sozinho ao contrário de ti. Não tenho uma princesa de meio metro de altura para compartilhar minhas alegrias e tristezas.
Meus amigos dizem que você “acabou” comigo, me deixou ranzinza, mas é mentira. Graças a ti pude por em prática sentimentos bons que até então desvalorizava. Engraçado como alguém com um metro e sessenta de altura pode desnudar a alma de um cara como eu. Pensei em entregar-te esta carta centenas de vezes durante esses anos, porém não sou corajoso o bastante e sei que você jogaria todas elas no lixo. Não sei se foi o destino, os anjos ou Deus que marcou nosso reencontro na quermesse; gosto de acreditar que era para ter acontecido e pronto.
Desculpa se estou soando piegas, sem graça ou cruel demais por mexer com um assunto tão frágil. Por favor, não corra assim que eu terminar esta frase, preciso que você responda, grite, sussurre ou qualquer reação.

Tudo ficou borrado, minha vista perdeu um tanto do foco. Uma sensação de não ter comido há muitas horas. Levantei, esbarrei em uma mesa ou cadeira, lágrimas dificultaram tudo. Corri, ouvi gritarem meu nome, ele chamou meu nome, na verdade. Cheguei a uma pracinha simples: bancos pequenos, casais, famílias, cães, conversas. Sentei-me próxima a pequena fonte, coloquei meu rosto entre minhas mãos e escondi minha tristeza do mundo. Senti a forte fragrância da colônia que ele sempre usou bem ao meu lado.

__ Laura?

Não sei se é correto, sensato ou normal, mas precisei abraça-lo. Os braços, o cheiro, o conforto, tudo de volta em pequenos segundos.

__ Você é louco e quer me deixar louca também?

Minha voz estava encharcada e percebi que ele estava sorrindo, só que não tive coragem de soltá-lo. Nossas respirações estavam em conflito. Senti que ele estava me soltando bem devagarzinho e de um segundo para o outro estávamos nos beijando. Sentia tanta saudade que o beijo parecia pouco. É errado, sei que errado, porém minha voz interior parecia adormecida e não fiz questão de acordá-la. O que aconteceu a seguir foi confuso: levantamos-nos depressa, andamos com mais pressa ainda e em questão de quinze minutos Eduardo fechava a porta do apartamento dele. Tirávamos as roupas com desespero; parecia que o mundo ia acabar e tínhamos apenas aquele momento para despir cada sentimento guardado no peito. Nada foi dito, não era preciso. A cama rangia com o peso dos nossos corpos, os lençóis estavam espalhados no escuro do quarto. Lembro-me de adormecer quando o céu começou a ficar acinzentado. Acordei alarmada. Eduardo dormia como uma criança: quieto e sorrindo com os anjos. Não podia lidar com aquilo, corri para o banheiro, coloquei minha roupa. Sou covarde, eu sei. Fechei a porta e disse a mim mesma que havia enlouquecido há muito tempo e nem percebi.


Valyne Oliveira

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Parte 10

Diário de Laura. Dez de junho de 1945.

A Segunda Guerra Mundial aparenta dá sinais de cansaço. Não creio que ainda vá durar muito tempo; mais alguns meses, tudo voltará a ficar em silêncio (ou não). Para mim, pouco fará diferença. O reencontro com Eduardo mexeu comigo. Ele ainda faz meu coração disparar; parece um carma ou qualquer outra coisa que incomoda muito.
Passei o último mês pensando se devo ou não voltar a falar com ele. Seria muito imaturo ficar nessa situação morna? Nessa indecisão? Sete anos... Uma história pode durar tudo isso? Um momento. História? Não definiria nossa bagunça como “história”, mas parece um conjunto de momentos embaçados. O primeiro beijo que fez meu coração palpitar, a primeira relação amorosa. Piegas, eu sei.
Os dias passam tão devagar e não sei ao certo como reagir. Jasmim é uma criança feliz, do tipo que sorri do vento mexendo com os cachos dela. É a melhor companhia que alguém pode ter. Aprendeu a falar mamãe, soa engraçado, mas como sou boba é a coisa mais linda do mundo. Fiquei tão feliz que compus uma música. É cômico vê-la balançando o corpinho ao ouvir a composição.
Enrolei demais; tenho esse costume quando o assunto é ELE. Preciso contar: Eduardo a pegou no colo, ela pareceu gostar dele. Não pude negar. Imagine: uma quermesse, barracas com pessoas amontoadas, os cheiros dos pratos trazidos pela comunidade exalam por todo canto. Conversas misturam-se num zunido alegre e quente. O final do dia aproximasse, o tempo fica ameno. Crianças correm e caem a todo instante. Encontro Dona Lola, minha mãe, conversando com um senhor simpático próximo a barraquinha de doces do grupo de idosos, do qual ela é a organizadora.

__ Oi, minha filha! Que ótimo que veio.

Gritou minha mãe em meio à multidão de vozes. Sorridente, como sempre.

__ Minha princesinha Jasmim. Sua mamãe lhe tirou da caverna?

Jasmim sorri parecendo entender tudo que Dona Lola diz. Ela percebe que estou desconfortável e diz:
__ Ele virá, Laura. Acostume-se com isso. Converse com as pessoas e coma algum doce. Finja que nada aconteceu. Não saia correndo, por favor!

Dei um sorriso amarelo como resposta e fiz o que ela disse. Jas apontava para os balões, coloquei a no chão, segurei a pequenina mão e caminhamos até “O Homem das Bexigas Coloridas”. Ele usava trajes coloridos e maquiagem divertida.

__ Quanto custa...

Era ele. O Eduardo. Congelamos por um instante; Jasmim sorria para os balões. Respirei fundo, engoli saliva, me recompus.

__ Que menina linda! Quer quantos balões?

Ele riu e manteve a personagem. Nunca esqueci aquele sorriso. Jasmim balbuciou algo parecido com “quero” e gargalhou ao vê-lo mexer nos balões.

__ Posso carregá-la, moça?

Pessoas esperavam que eu terminasse meu impasse. Ouvi muitas crianças reclamarem e o vi pegar Jasmim no colo.

__ Oi, princesa! Tudo bem? Você gosta do balão vermelho?

Eduardo entregou-a para mim e desamarrou duas bexigas vermelhas.

__ É um presente. Aceite, Laura.
__ Hmm... Não sei.
__ Quem é o próximo? – Ele ria para as crianças e seus pais na esperança de amenizar a espera. __ Precisamos conversar. Encontre-me no Café com Açúcar sábado à tarde, por volta das seis da tarde. Não falte, Laura. Por favor.

Dei as costas a ele e caminhei com uma Jas feliz da vida nos braços. Ela nem imaginava que a mãe desmontava-se a cada passo.
Aí você me pergunta: é bobagem ou falta de coragem se eu não for? É medo de não conseguir lidar com a bagagem de sentimentos que nós dois criamos? Quanta bagunça! Já me desfiz tantas vezes por culpa sua e basta uma dúzia de palavras vindas dos teus lábios para me reencontrar.

Valyne Oliveira

sexta-feira, 5 de abril de 2013


ENCONTREI-TE NA ESQUINA DA VIDA. PARTE 3.

O (re) encontro
*Mauro*


O bar está barulhento demais. Mesas sendo arrastadas, cadeiras tiradas do lugar, pessoas entram e saem num ritmo desconexo. Faz frio lá fora e muitos casacos amontoam-se no cabide extragrande do lugar. Pedi água com gás com muitas pedras de gelo, fui ao banheiro duas vezes e parecia que havia marcado um encontro com Julia Roberts. “Encontro? Não é um encontro ainda, Mauro. Marisa o atenderá como faz toda noite de sábado.” Diz a voz teimosa na minha cabeça. Ela é tão prepotente, se acha a dona de toda verdade. Baixo a vista e quando ergo a cabeço, Marisa caminha lentamente em direção à minha mesa. O cabelo preso num coque bem estruturado, uniforme bem justo, mas não vulgar. Percebi que se maquiou; quando estava perto o bastante inspirei o perfume amadeirado que ela havia passado.

__ Boa noite, Ma-mauro!

Ela gaguejou! Isso é bom?

__ Boa noite, Marisa. É... Tudo bem?
__ Sim. Mauro, sem querer prolongar muito essa conversa fiada, preciso saber se é verdade tudo que diz na carta ou é alguma brincadeira de mau gosto?

COMO ASSIM? Nunca pensei que ela fosse ser TÃO direta. Ensaiei um discurso e foi tudo por água abaixo. Droga!

__ Verdade. Marisa, não estou brincando com você. Quero que acredite em tudo que disse. Já fiz muitas cartas, mas nenhuma me trouxe tanto nervosismo ou receio. Você aceita jantar comigo? Pode escolher o lugar. Prometo que vou me comportar.

Ela riu e arrumou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

__ Pode ser hoje? Saio mais cedo e podemos ir ao Docce. É um restaurante que tem mais guloseimas do que pratos requintados. Gosto de tudo por lá. Quinze minutos daqui. – Ela diz com uma empolgação contida.
__ Parece ótimo. Espero-lhe aqui.
__ Mais uma hora e podemos ir.

Foi a hora mais longa da minha vida. Com permissão para exagero e todo o resto. Marisa apareceu vestida numa calça jeans justa, blusa branca e casaco leve e rosa bebê. Cabelo solto. Espetacular!

__ Podemos ir? – Pergunta sorridente.
Levantei e disse:
__ Primeiro as damas!

Ela relaxou e caminhou em direção à saída. Abri a porta do carro para ela; pareceu-me surpresa e não entendi por que. Minha mãe ensinou-me que homens precisam tratar as mulheres como se fossem flores; ela dizia isso enquanto organizava seu jardim. Cresci ouvindo isso e sempre meus amigos brincavam com esse meu jeito. Tanto faz; minha mãe era sábia e estava certa.
Fizemos o percurso em silêncio, embalados pelas músicas tocadas na rádio. Estacionei e percebi que o restaurante é bem diferente de todos os outros. Pequenas luzes cobriam o estacionamento; parecia o céu. Postes pretos e de alumínio, daqueles que vemos somente nos filmes. O lugar parecia um jardim: rodeado por flores, árvores de pequeno porte, porta e chão de madeira; parecia ser uma antiga casa. Mesas com pequenos vasos, guardanapos bem arrumados e cadeiras de alumínio com assento almofadado. Devo admitir: lugar muito bonito. Bom gosto a Marisa têm. Conversamos durante duas horas. Percebi que ela não é nada durona, corajosa, mas uma mulher delicada, sonhadora e dona de um sorriso arrebatador. Saiu de casa aos vinte anos e quer estudar Nutrição. Sonha em cuidar de crianças na África. Altruísta em cada pedaço de si. Quer ter um cachorro chamado Flocos, porque ela adora esse sabor de sorvete. É engraçada, se expressa tão bem e sorri sempre que pode.
Ela sugeriu que eu pedi-se a lasanha da casa. E teve razão ao dizer que é um “orgasmo gastronômico” e para acompanhar tomamos vinho Rosé. Ela fez algumas perguntas, mas estava tão encantado que resolvi escutá-la.

__ Você gosta de ir ao cinema? – Perguntou-me curiosa.
__ Com certeza. Gosto de drama, ficção, ação, suspense. Na verdade, gosto de uma boa história. Vamos ao cinema?

Fiquei surpreso com minha “audácia”.

__ Claro! Seria um prazer. Mas não quero chorar, então vamos assistir uma boa e velha comédia. Pode ser?
__ O que a senhorita desejar.
__ Você é sempre tão galante?
__ Somente com mulher bonita, inteligente e que atende mesas no bar da esquina.

Vi que a deixei corada e percebi que ela gostou do que disse, mas manteve-se controlada, como uma dama. Terminamos. Levei-a em casa e a vi passar pelo portão do conjunto de prédios. Sorri o restante da noite e a vi novamente em meus sonhos.


Valyne Oliveira

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Tenho medo. Medo de que me torne uma mera estranha, mais uma na sua infinita lista de contatos. Não posso ser mais um número no teu telefone ou mais uma no e-mail. Quero ser tudo para você; preciso que você veja que sou tua de corpo e alma, da cabeça aos pés. Faria por você o que nenhuma mulher pode fazer. Precisas de mim tanto quanto preciso de ti. Pode negar e bater o pé, mas sei que o nome do que guarda no peito é orgulho. Tenho consciência de que está assustado, afinal nunca fui do gênero que deixa claro o que sente (talvez esse tenha sido meu erro), mas preciso você de volta na minha vida. Volta para meu abraço, meu sorriso tem saudade do teu, a cama está fria, os travesseiros já não ocupam seu lugar. Pensa com carinho em tudo que já vivemos e temos para viver. Não imagine que meu silêncio significa ausência de sentimento, pelo contrário tenho receio por ser dona de um amor tão forte que chega a transbordar em mim. Só volta e fica.

Valyne Oliveira

quarta-feira, 27 de março de 2013

Em uma conversa você já conseguiu me conquistar. Os dias foram se passando e eu me via completamente sua. Não conseguia sair dessa armadilha do amor, eu já estava totalmente envolvida. A cada palavra tua, eu tinha certeza que eu necessitava falar contigo todos os dias, pois suas palavras preenchiam o vazio que estava dentro de mim. Tudo parecia um sonho, um sonho tão bom que eu não queria nem imaginar se eu acordasse. Estávamos tão bem, estávamos felizes e tudo parecia estar dando certo... Quando de repente você que me fazia tão feliz, você que me deixava segura, me fez acordar do sonho. Você se foi e levou consigo tudo que eu acreditava e deixou apenas a decepção.

Caroline Carvalho