quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Ela é linda, tão linda que seria fácil-fácil eleita a mulher mais sexy do mundo. A curva dos seus lábios, a cor rosada e o formato delicado. A pele macia, seios pequenos, pernas torneadas, pés de princesa. O cabelo é pretinho, cheio e macio.  Toda pequena.
Acordei primeiro, ainda está escuro lá fora e faz um pouco de frio... Puta merda! Como eu tenho sorte de tê-la. O relógio informa que são 05h30min da manhã, tão cedo, mas a cidade já está de pé. Chaminés fumegando, carros a trafegar, cães latindo, gatos revirando lixeiras. O charmoso hotel Le Doux Paris também parece ter acordado há, pelo menos, uma hora. A torre Eiffel parece ganhar vida ao nascer do sol. Minha menina mexe-se na cama à procura de mim.

__ Estou aqui, linda.
__ Ah! Bom dia, amor. Que horas são? – Pergunta um tanto sonolenta.
__ Seis da manhã.
__ Vamos dormir mais um pouquinho?
__ Preguiçosa, daqui a pouco tem o café da manhã. Vamos tomar um banho quentinho e nos arrumarmos.

O dia passou tão rápido e conforme meus planos o clima esquentou com a mesma rapidez. O mês de julho está muito imprevisível este ano, mas com uma ajudinha lá de cima minha surpresa será uma delícia.

__ Vista algo leve; de preferência um vestido. Quero você o mais confortável possível.
__ Qual o motivo para tantas ordens?
__ Hmm, surpresa.
__ Poxa! Você sabe que fico ansiosa, Rodrigo...
Ela faz um biquinho tão gostoso que tenho vontade de rasgar aquele vestido na mesma hora.
__ Vou ter que vendar você assim que chegarmos ao elevador.
__ Tenho outra opção? – Pergunta toda atrevida, como de costume.
__ Você sabe que não.

Falei há dois dias com Senhora Heloísa, dona do hotel, uma mulher simpática, sorriso fácil, corpo pequeno, olhos sinceros e palavras sábias. Disse que seria um prazer permitir que eu fizesse uma surpresa a Bela. São 19h00min. Percebo que Bela está nervosa. Caminhamos em silêncio até o elevador. Ele começa a subir e ela pergunta:

__ Para aonde estamos indo?
__ Chegamos.

E o elevador para num solavanco quando chegamos ao terraço do charmoso hotel. As portas abrem e tiro a venda dela.

__ Meu Deus! – E os olhos dela enchem-se de lágrimas.
Os funcionários do hotel capricharam. Uma mesa pequena de metal e tampão de vidro, velas num castiçal, cadeiras de madeira e acento acolchoado. Uma música instrumental preenche a noite de uma forma espetacular. Vinho, saladas e carne grelhada fazem parte do cardápio.

__ Surpresa! Gostou meu amor?
__ Adorei. É tudo tão lindo. Maravilhoso! Muito obrigada, meu anjo.
Sentamos-nos, comemos tudo e a conversa fazia sentido até o momento que o vinho começou a falar por nós.

__ A torre Eiffel está linda, não é?
__ Não mais do que você...

A torre nos faz companhia. Está iluminada com milhares de lâmpadas e brilha mais do que a cidade inteira. A noite esquentou e minha imaginação está pegando fogo. Percebo que D. Heloísa nos deu uma ajudinha: num canto mais escuro um colchão de ar, coberto por um lençol escuro, nos covida para experimentá-lo.

__ Senta amor!
__ Hmm, quanto autoritarismo... – Seu tom de voz indica que ela ficou excitada.
__ Você tem algum apego a este vestido? – Avanço para mais perto, assim posso sussurrar em seu ouvido.

Não espero ela responder e rasgo seu vestido. Percebo que ficou assustada, mas me disse nada.

__ Quero fazer amor com você, Isabela. Agora! Quero você nua e toda suada.

Ela balança a cabeça num gesto positivo e tiro seu sutiã. Ouço seu arquejo e vejo que está ruborizada. Sinto os dedos dela desabotoarem minha camisa de algodão e chegar a minha calça.

__ Ainda não.

Vejo sua decepção, mas agora só quero vê-la nua. Beijo seu rosto enquanto minhas mãos percorrem seus seios, os mamilos estão túrgidos. Quero prová-la, tocá-la, deixá-la satisfeita. Tocamos-nos como nunca fizemos. Com urgência; desespero até. Ela morde minha orelha, toco suas coxas, faço carinho em cada centímetro do seu corpo. Sinto que está do jeito que desejei e tiro minha calça. Fazemos amor como nunca havíamos feito. Sem preocupação, sem pressa e ao mesmo tempo como se o mundo fosse acabar. Entreolhamos-nos e nada precisa ser dito. Palavras não são necessárias e muito menos importantes agora. Adormecemos e o nascer do sol foi nosso despertador. O dia nem precisa começar. Quero voltar para a parte onde ela é somente minha. Pode ser agora? Quanto egoísmo, Rodrigo... Quanto egoísmo!


Valyne Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário