segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

De: Eloá
Para: Sérgio
Assunto: Leia com atenção!
Data/hora: 01/01/2009 às 22h15min

Sinceramente, espero que tenha acesso àquela ponte que serve de atalho para a felicidade mais algumas vezes. [...] Lembra quando te falei que dava um passo de cada vez sobre essa ponte quando estávamos juntos? Tinha medo de tropeçar e por tudo a perder. Amarrei os cadarços, olhei onde tinha que pisar, segurei-me no corrimão; juro que fiz de tudo, mas o quê adiantou se para você não passava de mais um jogo de sedução. Era uma relação vivida por um para saciar o desejo do outro. Adivinha quem vivia a relação? Obviamente, o lado mais fraco: eu. Sempre fui de mandar-te cartas com palavras expressando o mais sincero sentimento que já cultivei: o amor. Recorda? Aquela palavrinha que usei tantas vezes para substituir teu nome no meu celular ou numa conversa contigo. Espero que leia essas linhas e veja o quanto te amei da forma mais carente de discrição. Foi tão egoísta por deixar-me alimentar tal sentimento, um sentimento merecedor da mais árdua doação de sinceridade e dedicação. Juro que não guardarei mágoas de ti, mas não peça flores quando só posso lhe oferecer espinhos. Leva tempo para curar um machucado no joelho, não é?
Entenda: meu coração e minha mente latejarão por um bom tempo. Não me peça para voltar, para termos mais uma noite e nem me prometa “mundos e fundos”; teus lábios proferem palavras que tua mente refuta.

Não quero rancor, não guardo mágoas. Tudo que é bom ficará e o resto será apagado.

Eloá.

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