Aposto como seu estômago está doendo, tuas mãos estão suadas e você não para de olhar o relógio. O smoking deve está suado e tua boca deve estar seca. [...] Estou sentada na nossa escrivaninha escrevendo cada palavra com todo carinho possível, meu amor. O conheço bastante para afirmar que sente tudo que acabei de detalhar. É amanhã. Você já parou para pensar como isso é importante e grandioso? Estou tão ansiosa que mal consigo dormir; já tomei cada chá que tinha no armário. A geladeira acabou de me abandonar, comi tudo que tinha glicose. A tua irmã dormiu; nem ela me aguentou.
O nosso casamento. Soa tão certo e ainda assim tenho medo de tudo que está por vir. É semelhante à sensação de quando tivemos nossa primeira noite, imaginei um milhão de vezes e nada se comparou ao que aconteceu naquele dia, amor. Garanto a ti.
Depois de três anos juntos, nada mais justo do que ter que te aturar o resto da vida certo? Aposto que você vai sorrir e pensar como foi se apaixonar por uma desastrada como eu, o tipo de mulher pouco sexy e extremamente desajeitada. Estou nervosa, muito nervosa, anjo. Nem sei mais o quê escrever.
É minha última carta antes do, tão esperado, “sim” e nela quero deixar bem claro que faria tudo mais duzentas vezes se preciso, andaria cada passo junto a ti mais uma vez, daria o primeiro beijo uma centena de vezes. Não me arrependo de ter ficado ao teu lado nas noites insones e difíceis, nos dias de gripe ou resfriado, nas tarde de estresse intenso. Amor também é viver os momentos de extremo prazer e de fraca alegria.
Pode me esperar; vou entrar num vestido branco, buquê com flores lilás e coração acelerado.
Com todo amor, carinho e respeito de alguém que te quer bem. Beijos, amor. Não tenha um ataque cardíaco, mocinho (risos).
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